ARTIGOS » Nem fá nem fú!

Na empresa que trabalho temos clientes de todos os segmentos de mercado e de diferentes tamanhos, mas todas tem um problema em comum: Como fazer para reter os bons profissionais? Antigamente, existia o problema da retenção de talentos, agora não estamos nem falando mais de talentos, estamos falando dos bons profissionais, aqueles que são o meio da pirâmide e que fazem o negócio funcionar em regime normal.

Para ilustrar o artigo de hoje, selecionei um fato que ocorre no mercado de serviços de TI, mais especificamente nas consultorias. Este mercado está à beira de um apagão e desta forma, resolvi entender o que se passa com os consultores de TI que trocam de empresa tão rápido quanto os casamentos que estampam as capas da Revista Caras.

Pense na rotina de um consultor de tecnologia, funcionário da empresa (A) trabalhando em uma empresa cliente:

Acorda as sete. Pega sua mochila Targus com o notebook. Vai até a sede do cliente. Passa o dia entre configurações, reuniões de trabalho e contato com usuários-chave. Atualiza tarefas e reporta ao gerente de projeto. Pega a mochila e volta para casa. Na fase adequada do projeto, esta rotina recebe tarefas de teste, treinamentos e go-live. Acaba o projeto, uma semana de descompressão (quando existe) e volta para um novo projeto em um novo cliente com a velha rotina da empresa (A).

Mas e se fosse a empresa (B)? (C)? O que mudaria na vida deste profissional?

Pois é, na maioria das vezes, nem fá nem fú! Ou seja, nada.

O negócio de consultoria baseado em taxa horária e alocação de profissionais tornou-se um modelo destrutivo no qual os profissionais não percebem a diferença entre trabalhar para esta ou aquela empresa e, portanto, não geram fidelidade nem tampouco afinidade.

Logicamente, como em tudo existem as exceções, mas a regra geral é que a empresa de consultoria não consegue fidelizar seus profissionais.

A lei da oferta e da procura está mudando o azimute deste mercado e como temos um gap de mão de obra qualificada, cabe às empresas encontrar modelos que gerem diferenciação e atratividade para seus profissionais. Esta aí a nova fronteira da gestão de carreiras.
Por Edson Carli