ARTIGOS

Pegue e leia! Entendeu?

Você já acessou o conteúdo do Google acionado por comando de voz com narração do texto e explicação das imagens? E a Wikipedia que reconhece o que você está procurando e apresenta vídeos sobre o conteúdo? Áudio tweeter? Voice book?

Bom, você provavelmente não acessou nenhuma dessas novas formas de interação, uma vez que muitas delas ainda não foram inventadas. O motivo para que estas coisas ainda não existam é muito simples: somos uma sociedade na qual a base da comunicação ainda é escrita.

Jornais, revistas, livros, sites, blogs, fóruns, artigos, e-mails, tweets, torpedos e sei lá mais o quê, são atualmente as formas de interação mais utilizadas no mundo. Sem escrita, estaremos de volta ao conceito tribal com o conhecimento sendo passado pelos anciãos à beira de uma fogueira com algum animal sendo churrasqueado.

Trago esta tema à discussão, pois percebo que graças aos céus, existe um movimento de retomada do hábito de leitura entre jovens e até mesmo entre os que são jovens há mais tempo. Se toda a base de nossa informação que é a percussora do conhecimento está escrita, como continuaremos a evoluir como sociedade se as pessoas cada vez menos querem ler?

Na semana passada, estive em uma reunião no colégio onde estudam os meus filhos. Como havia muitos pais para falar com cada professor, em alguns casos havia uma pequena espera de vinte a trinta minutos. Numa destas esperas, ouvi por nada menos que oito vezes um professor de história repetindo o mesmo diagnóstico e solicitando o mesmo tipo de apoio dos pais:

“Seu filho está com dificuldades para interpretar textos“.

“Por favor, ofereça mais opções de leitura para ele como jornais, revistas semanais e logicamente livros”.

Em minha empresa, sempre estamos discutindo sobre a melhor forma de apresentar nossos produtos e invariavelmente, a expressão “o texto está muito grande, as pessoas não vão ler” vem à mesa fazendo com que repensemos nossa abordagem.

Se você leu este artigo até aqui, obrigado. Sinto-me um felizardo por prender sua atenção. O problema é crítico e estamos caminhando para um abismo intelectual ao acreditarmos que qualquer coisa pode ser encontrada na Internet e que mesmo quando não estamos conectados, nossa leitura tenha que ser em formato de hypertexto.

Como empresário, deixo um recado para os profissionais mais novos. Se tudo que você precisa saber para dar uma resposta está no Google, talvez um dia, eu seus clientes passem a  usar somente o Google.

Pense nisto!

Por Edson Carli

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Nem fá nem fú!

Na empresa que trabalho temos clientes de todos os segmentos de mercado e de diferentes tamanhos, mas todas tem um problema em comum: Como fazer para reter os bons profissionais? Antigamente, existia o problema da retenção de talentos, agora não estamos nem falando mais de talentos, estamos falando dos bons profissionais, aqueles que são o meio da pirâmide e que fazem o negócio funcionar em regime normal.

Para ilustrar o artigo de hoje, selecionei um fato que ocorre no mercado de serviços de TI, mais especificamente nas consultorias. Este mercado está à beira de um apagão e desta forma, resolvi entender o que se passa com os consultores de TI que trocam de empresa tão rápido quanto os casamentos que estampam as capas da Revista Caras.

Pense na rotina de um consultor de tecnologia, funcionário da empresa (A) trabalhando em uma empresa cliente:

Acorda as sete. Pega sua mochila Targus com o notebook. Vai até a sede do cliente. Passa o dia entre configurações, reuniões de trabalho e contato com usuários-chave. Atualiza tarefas e reporta ao gerente de projeto. Pega a mochila e volta para casa. Na fase adequada do projeto, esta rotina recebe tarefas de teste, treinamentos e go-live. Acaba o projeto, uma semana de descompressão (quando existe) e volta para um novo projeto em um novo cliente com a velha rotina da empresa (A).

Mas e se fosse a empresa (B)? (C)? O que mudaria na vida deste profissional?

Pois é, na maioria das vezes, nem fá nem fú! Ou seja, nada.

O negócio de consultoria baseado em taxa horária e alocação de profissionais tornou-se um modelo destrutivo no qual os profissionais não percebem a diferença entre trabalhar para esta ou aquela empresa e, portanto, não geram fidelidade nem tampouco afinidade.

Logicamente, como em tudo existem as exceções, mas a regra geral é que a empresa de consultoria não consegue fidelizar seus profissionais.

A lei da oferta e da procura está mudando o azimute deste mercado e como temos um gap de mão de obra qualificada, cabe às empresas encontrar modelos que gerem diferenciação e atratividade para seus profissionais. Esta aí a nova fronteira da gestão de carreiras.
Por Edson Carli

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Empresa e família

Olá!

Acho que ainda estou motivado pelo clima familiar dos eventos do final de semana para a criação deste artigo. Meu grande vício é observar o comportamento das pessoas e tentar compreender como isso impacta os aspectos econômicos e empresariais, sobretudo no caso das estratégias de carreira, para depois poder compartilhar. Assim que meu burrinho parará de usar protetor solar cinquenta e puder ir para sombra, devo dedicar um tempo à faculdade de antropologia para entender de uma vez por todas como está coisa chamada homo-sapiens funciona. Mas, voltemos ao tema família.

Quando vejo a descrição das empresas que aparecem na lista dos melhores lugares para se trabalhar, é lugar comum encontrar a frase “Aqui nos sentimos como uma família”. Obviamente esta frase é dita de maneira positiva como se fosse um tipo de elogio. Observando as empresas que se comportam como famílias, mesmo não sendo familiares, começo a perceber o quão danoso este processo pode ser, veja alguns exemplos:

Em uma família os laços afetivos descrevem claramente o protocolo de comunicação e envolvimento. Se dois fulanos não se gostam, eles pouco se falam e isso é notado por todos criando o famoso “climão” dos almoços. Em uma empresa, precisamos trabalhar juntos porque somos profissionais e mais do que isto, somos pagos para tanto, logo, gostar ou não da outra pessoa é absolutamente irrelevante. Todavia, poucas são as pessoas que conseguem bons resultados sem amigos em volta.

Outro aspecto interessante: Pessoas são diferentes e, portanto, devem ser tratadas de formas diferentes, certo? Tente fazer isso em uma família para ver o que acontece. Faça distinção de presentes ou mimos de acordo com o desempenho dos membros da família. Você provavelmente acabará com a cabeça dentro da travessa de lasanha no almoço de domingo!

Para concluir, empresas vivem a base de processos e cadeias de compromissos. Você delega uma missão e uma vez concluída, avalia os resultados. Em família acontece o que chamo de “terceirizar a ansiedade”, quando uma pessoa está ansiosa para saber notícias, para o cumprimento de um horário ou até mesmo para a chegada de uma visita, espalha essa ansiedade para todos na casa, deixando de lado o conceito de compromisso.

Empresas são empresas e famílias são famílias. Não vejo com bons olhos misturar as formas de gestão das duas. Da próxima vez que ouvir alguém dizer, “você vai gostar de trabalhar aqui, somos como uma família!”, você já tem como julgar.

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